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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Anonimato e felinos

Uma TEDtalk sobre o 4chan, site bastante polémico que garante o anonimato total dos seus utilizadores, para o bem e para o mal.

Traduzido e legendado por mim com a pertinente revisão de Rui del-Negro.

E mais, sabem aquela senhora que deitou um gato ao caixote do lixo? O seu nome, residência, local de trabalho e página do facebook foram descobertos graças a estas mesmas pessoas...

sábado, 8 de maio de 2010

A odisseia canina

Em várias fotos das manifestações gregas surgia um valente cão. A correr em frenesim com a multidão ou parado mas sempre do lado dos manifestantes.

O que o leva aos motins? Será que luta pela queda da posse de bens privados? Será que vê os manifestantes como a sua alcateia? Será apenas que está à espera que os policias atirem aqueles enormes paus para ele apanhar?

São estas mesmas perguntas que um grupo no facebook se designa a responder!

Entretanto já se sabe que o cão chama-se Kollanos (ou Louk) e que, entre outras coisas, usa gás lacrimogéneo como se de uma bomba anti-asma se tratasse...

Visitem então o grupo do facebook e homenageiem este grande companheiro.

(Alguém se lembrou do filme Filhos do Homem? Lá, durante a queda do ser humano, há sempre um cão ou gato a mostrar que temos sempre as costas guardadas.)

Fenómeno canino descoberto no Farpas & Bitaites...

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Duas horas

Foi o tempo que Mariano Gago teve de visionário do óbvio mas inconveniente.
Agora volta a ser um paladino dos impostos a artistas e apoiante do império das editoras.
Pode não ser culpa do próprio, que é um cavalheiro inteligente, pode ter recebido um telefonema irado de uma ministra que gosta de touradas que tem ar de ser mais alta que ele. Todos sabemos como uma mulher das artes torce as emoções a um tipo das ciências...

De qualquer das formas foram 120 minutos agradáveis.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Raisparta a Islândia

Pouco depois de ouvir o nosso Presidente da República tentar fazer uma piadita sobre a Islândia ser um país falido mas que ainda tem o poder de parar toda a Europa descobri um senhor mais sincero que ventilou a sua frustração à melhor maneira emplastral:

(A Welsh View)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Trigger Happy

Em 2007 dois funcionários da Reuters foram mortos no Iraque durante um ataque a cerca de uma dúzia de insurgentes. Eram eles Namir Noor-Eldeen fotografo de 22 anos e Saeed Chmagh motorista de 40.
Na altura a Reuters requereu as imagens do incidente e pediu que uma investigação fosse feita sobre as razões da morte dos seus funcionários. As imagens nunca foram divulgadas e a investigação apurou que os militares actuaram conforme o previsto nas regras de justificação de ataque.

Só agora, 3 anos após o sucedido, a verdade vem ao de cima.
O site WikiLeaks (um dos maiores disseminadores de informação secreta) recebeu documentação e um vídeo de uma fonte anónima que mostram a forma como se lidou com o grupo de pessoas em que estavam inseridos os dois funcionários da Reuters. Foram dados como perigosos e alvejados quando só havia um par de armas perfeitamente visíveis e quando chega uma carrinha civil para socorrer alguns feridos dá-se o mesmo tratamento. Dentro da carrinha iam duas crianças que ficaram feridas no incidente.

A linguagem e a atitude dos soldados são impressionantes...


(Boing Boing)

quarta-feira, 31 de março de 2010

True Colors

Daniel Oliveira no Expresso:
"Esta exposição em Serralves pode ser dividida em três. A primeira é a fase verde, dos recibos dos seus trabalhadores. A segunda é cor-de-rosa, com apelos ao 'empreendedorismo'. A terceira é negra: o despedimento."

Isto é só o subtítulo. Para conhecerem a realidade dos recepcionistas (e não só) de Serralves e a real lata dos responsáveis da instituição cliquem AQUI!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Passado algum tempo...

...os elementos de um casal começam a parecer-se imenso um com o outro.
Só assim explico a transformação de Beatriz Batarda nesta reportagem do Ípsilon sobre o novo disco do seu marido Bernardo Sassetti.

terça-feira, 16 de março de 2010

Scarfacebook

O Mafia Wars é um assunto sério. Poucas pessoas desconfiariam que ao "despachar" uma personagem chamada Scarface estavam a defrontar um verdadeiro chefe da máfia calabresa.
Também esse tal Scarface, de seu nome verdadeiro Pasquale Manfredi, não desconfiava que a polícia estava a seguir o rasto que ele deixava ao aceder à Internet e que circundou a sua casa enquanto comprava um caixote de granadas virtuais.

Parece impossível mas podem ler a notícia AQUI e AQUI...

sexta-feira, 5 de março de 2010

O ultraje

Do mesmo (o único) Miguel Esteves Cardoso que no passado reforçava a utilidade de uma asneira quando bem colocada e a propósito do extermínio de valiosos volumes de literatura portuguesa para obtenção de pasta de papel este texto apaixonado, com um palavrão muito bem colocado, publicado ontem na crónica do Público:

"No PÚBLICO de anteontem, Luís Fernandes, da Universidade do Porto, ironizou sobre a transformação em pasta de papel, pelo grupo Leya, “de dezenas de milhares de livros de Jorge de Sena, Eugénio de Andrade, Eduardo Lourenço e Vasco Graça Moura, publicados pela ASA”.
Sempre quis comprar um dos livros destruídos: a antologia de poesia e prosa que Eugénio de Andrade fez e a ASA editou, com o nome maravilhoso e verdadeiro de Daqui houve nome Portugal. Era um livro bonito, grande, muito bem impresso e encadernado, sob a chancela da Oiro do Dia. Li-o na biblioteca de universidades inglesas mas, para vergonha minha (como já o tinha lido, num prenúncio dos malefícios da Internet), nunca o comprei; apesar de achar que, sendo caro, era barato para o que era. O papel era bom. A selecção era boa. Era um livro perfeito – e até hoje não o tenho.
Tenho ligações sentimentais ao grupo Leya (por causa d'O Independente) e ainda esta semana recebi uma proposta simpática e tentadora da Dom Quixote, que agora faz parte da Leya. Mas que posso fazer quando uma grande editora, recém-formada e sem qualquer tradição literária, transforma um livro que era caro de mais para eu comprar em pasta de papel? É de vomitar. Não podemos dar dinheiro a quem só pensa em dinheiro. José Saramago – mau escritor mas boa pessoa, na minha miserável opinião – foi enganado. Eugénio de Andrade e Jorge de Sena – um grande poeta e um génio – foram ultrajados.
Desejo sinceramente que a Leya se foda."


Texto copiado do blogue Cadeirão Voltaire.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Que os jogos comecem

Se, como eu, gostam de desportos de Inverno e querem estar a par dos Jogos Olímpicos de Vancouver documentem-se!

Há o site dos jogos clicando AQUI.

Personalidades, factos e programa das competições com os 16 PDFs do Vancouver Sun.
Se imprimirem e os juntarem forma um quadro a dizer 2010 como este aqui em baixo:

Para fazer o download de cada um deles é só clicar AQUI!

Os jogos vão ser transmitidos pela Eurosport mas se por acaso não tiverem cabo procurem por transmissões em streaming no atdhe, no justin.tv e no ustream.

Por último a bela galeria de fotos da viagem da tocha olímpica clicando AQUI!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Onde está o Vally?

No JN de 20 de Janeiro vinha esta fotografia a ilustrar a entrada do externato bracarense onde um rapaz foi baleado acidentalmente por um colega...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Direito à página

Se os factos são verdadeiros ou não só os implicados saberão. Um facto inegável é que de cabeça em cabeça vão os contestatários caindo. E eu, que até votei Sócrates e ainda não me arrependi, tenho no Jornal de Notícias uma instituição de inegável valor para a minha formação como curioso da imprensa. Foi através das páginas do JN que fui aprendendo a ler notícias. Foi com essas páginas que fiz o meu primeiro livro de recortes de jornais. Foi também com essas páginas que no ano passado, ao fazer uma investigação sobre o General Humberto Delgado, descobri que o JN ignorou a passagem do General pela sua própria cidade. Ao analisar essa época temos de dar um desconto, o lápis azul andou ali, mas nesta época em que vivemos ninguém merece desconto nenhum. Não há filtros. É fácil falar para quem está de fora mas há que saber dar uns murros na mesa e erguer uns manguitos. O JN podia ser pai da RTP e tetravô da SIC e da TVI. Isto quer dizer que mesmo em crise (e acreditem que a crise no JN é bastante agreste) são 122 anos de herança a respeitar.

Digital will kill the newspaper star principalmente se a única liberdade de imprensa que temos já não for em papel mas em formato digital. Pelo amor que tenho à liberdade (que ontem fui saudar nas ruas da minha cidade), pelo amor que tenho ao JN e pelo direito à opinião fica aqui em baixo o artigo de Mário Crespo, que devia ter sido publicado no JN mas ficou-se pelo Instituto Francisco Sá Carneiro.


"Fim da linha
Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada."

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Como fazer uma reportagem

Um vídeo da BBC que goza com a forma estilosa com que as notícias são apresentadas. Aplica-se mais à realidade estrangeira mas em Portugal já vi um par de reportagens nestes moldes.

(Bits & Pieces)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

iPad

O que é?

Características?
24 centimetros de diagonal num ecran que tem mais de 4:3 do que 16:9. Digamos que é como a diferença de um LCD normal e um Widescreen. Podem pegar nele tanto de "pé" como panoramicamente que o aparelho, através do seu acelerómetro, detectará o movimento e faz os acertos necessários.
Tem uma grossura de 1,30 cms e pesa 680 gramas.

Tem um processador de fabrico próprio de 1 ghz, 16 a 64 Gbs (dependendo da vossa carteira) de armazenamento flash, Wi-Fi, Bluetooth, 3G (opcional) um conector de 30 pinos para periféricos (um teclado a aproveitar esta ligação externa já foi apresentado), um emissor de som, um microfone, acelerómetro e bússula.


A bateria dura 10 horas em uso contínuo e até UM MÊS em standby. Resta saber se tem a chata tendência de explodir como a dos primeiros iPhones...
O sistema operativo é estiloso e eficiente como é apanágio da Apple. Quem usar um Mac ou um iPhone sente-se em casa. Quem não tem nenhum destes aparelhos sente-se como um visitante regular... Não tira o casaco e põe os pés em cima da mesa mas já consegue encontrar a casa de banho sozinho.

As Apps do iPhone vão poder correr no iPad mas vão só ocupar um quadrado muito limitado no ecran. As apps do iPad vão ter o seu formato próprio de modo a aproveitar a maior dimensão do display.
A iBooks Store quer fazer pelos ebooks o mesmo que a iTunes Store fez pela música e tem um estilo do caraças com a sua estantezinha virtual.
Podem virar as páginas aos vossos ebooks deslizando o dedo e tudo...

Preço... Pois. Temos sempre de chegar a este ponto. Mas eu honestamente esperava que fosse mais caro. O iPad mais barato custa 499 dólares (16Gbs sem 3G) e o mais caro 829 (64 Gbs com 3G).
Se tiverem os fundos podem ter uma coisa destas em casa daqui a dois meses. Para os modelos com 3G esperem mais um mesito...

Isto é um resumo da cobertura extremamente competente do site Gizmodo de onde tirei as características e as imagens. Para novidades passem por lá clicando AQUI!

Em português têm também o artigo do Público.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Eu gosto do COCO!


Para resumir a história... O líder do Tonight Show foi durante muitos anos Jay Leno. Há quatro anos os contratos de Leno e de Conan O'Brien (que estava no Late Night logo de seguida na grelha) foram renegociados e lá ficou previsto que Conan iria suceder a Leno na apresentação no Tonight Show. Ora Leno saiu mas logo recebeu um programa em horário nobre que não vingou. A saída airosa da NBC nisto tudo seria mover o programa de Leno para o horário de Conan e este empurrado para o horário do Late Night. Jimmy Fallon ficaria lá para a uma e qualquer coisa.

O problema é que se meteram com o irlandês errado!

Conan O'Brien não pactuou com isto e numa carta aberta disse que assim não continuaria.
Só que isso não bastou e não só colocou o programa à venda no craigslist como tem feito criticas contundentes durante o seu monólogo:


Depois da luta sair dos gabinetes para as câmaras de televisão teria de ir para as ruas e a mobilização dos fans não tardou muito. Organizadas pela página de facebook I'm with COCO surgiram em LA reuniões de apoio a Conan mesmo à porta dos estúdios da NBC. Não digam que a nossa geração não se une a causas...
A loucura tomou novas proporções quando surge um La Bamba Mobile, o Masturbating Bear, Pizzas oferecidas pela produção e o COCO himself a correr ao lado da multidão:



Mais fotos clicando AQUI!

Claro que Conan não ganhou esta batalha porque os burocratas da NBC não iam admitir que um empregado ficasse com um programa só porque fez uma birra monumental. Mas ao menos ao sair que saia em grande. Sair da arena em ombros, ainda que todo partidinho, tem mais piada do que ir dentro do estômago de um leão.
Ou, neste caso, cuspido pelo bico de um pavão...

O cartaz I'm with COCO é da autoria de Mike P. Mitchell.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Haiti 7.0

Se puderem, ajudem a AMI através do NIB: 0007 001 500 400 000 00672
Ou no Multibanco, Pagamento de serviços: Entidade 20909 Referência 909 909 909





Imagens fortes no Big Picture em duas galerias (1,2)

Grande tourada

Esclareço já à partida que não fiquei a rogar pragas a Lisboa e à Red Bull por terem levado embora a Air Race. Fiquei extremamente aborrecido mas desejo o melhor a ambos os organismos e ao evento que se propõem organizar.

Posto isto está na hora de arquear as costas a rir e cair para o chão, rebolando efusivamente em gargalhada. Não é que na pressa de assinar e investir dinheiro teórico a Câmara de Lisboa deixou uma clausula em aberto no contrato?
Estes fundos teóricos são aqueles que tomamos por adquiridos e que nos são fulcrais à execução de determinado projecto. Só que lá está, são apenas teóricos e a qualquer altura uma carrinha de valores é desviada, uma apólice de seguro não é válida, a amante foge-nos com a pasta da massa ou, como no caso lisboeta, há uma clausula num contrato em inglês que fica por explicar embora a nossa assinatura esteja lá, vincada na folha de tanto entusiasmo na escrita, a esclarecer que na altura da assinatura estavamos completamente de acordo.

No entanto as mesmas empresas estatais que garantiram a injecção de capital necessária à realização da prova farão o habitual have no fear, the funds are here e vão safar todos os irresponsáveis que levianamente embarcaram no saque deste evento a pensar que estavam a lidar com uma feira popular ou um circo. Isto é a Red Bull senhores, a tal gaja promíscua de que falei, e se eles elaboraram o contrato a prever que o espaço entre Alcântara e Algés é deles podem ter a certeza que não vão elaborar novo contrato porque a Câmara de Lisboa está apertada.

É o habitual em Portugal, fazem-se as coisas em cima da hora, à pressa e à guloso e depois é esperar que todos os outros sejam tão fãs do desenrasque como nós quando metemos os pés pelas mãos.

Mas para melhor entender a burrice generalizada que este processo tem sido é favor ler a notícia do Público, menos apaixonada e mais sucinta do que a minha intervenção, e com uma frase de fecho inacreditável.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

359 graus


Fico extremamente contente com o facto de finalmente todos serem livres de casar com quem querem. Nenhuma sociedade consciente pode dormir descansada enquanto uma maioria oprime uma minoria na negação a um direito básico como o é o do casamento.
Fico extremamente triste com o facto de se ter negado o direito à adopção de crianças. É como que dar um salto para trás depois de se ter dado um passo em frente.
É dar uma volta e ficar quase no mesmo sítio.
Nenhuma sociedade consciente pode dormir descansada enquanto se nega a alguém o direito de educar uma criança que espera e necessita desesperadamente de um lar onde haja amor e carinho.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Teerão 24

Para seguir a mudança de um país as imagens do Tehran 24 e os relatos no Daily Dish.


Porque quando lá se vê uma mulher de face destapada a manifestar junto a homens é sinal de mudança para melhor...

(Jugular)

É por isto que não podemos ter coisas bonitas...

O princípio de não poder ter coisas bonitas já o expliquei, há umas semanas, no excelso Alugo-me para rir:

"Imaginem que têm 4 anos e a vossa mãe tem na mesa da sala uma jarra de cristal que está na família há 50 anos. Vocês, porque são uns pirralhos infernais, encontram maneira de espetar com a jarra no chão.
A vossa mãe, mal conseguindo segurar a vontade que tem de vos esfrangalhar tipo interrogadora inquisitorial, diz uma frase que vos marcará para toda a vida:

"É por isto que não podemos ter coisas bonitas..."

Ou seja. Por vossa causa ela não pode colocar na decoração os elementos que lhe são mais valiosos. Por vossa causa ela não pode ter coisas bonitas que mostrar às amigas."

Este termo, muito útil para mães e pais de todo o mundo levava-nos à vergonha total. Levava à desilusão de sermos uns trapalhões que obrigam à quarentena dos pechisbeques valiosos.
Assim é agora com a aviação...

Quando eu ainda só sonhava com viagens de avião fantasiava com levar um portátil comigo durante a viagem toda a jogar o Flight Simulator enquanto pelo LiveATC.net ia ouvindo as verdadeiras comunicações com a torre do aeroporto onde aterraria. Era um daqueles sonhos cromos a concretizar numa altura em que as viagens de avião fossem uma coisa usual para mim.

Depois vêem os terroristas e f**** tudo.
Nigerian bomber

Agora nada de portáteis, telemóveis, malas ou seja o que for no colo. Só um livrinho e já é bom. No controlo de segurança já não vai faltar muito para sermos vistos em pêlo ou então a ter exames à próstata mesmo ali. Viajar de avião está-se a tornar demasiado stressante principalmente porque somos todos suspeitos, um pouco como nas primeiras lojas chinesas quando eramos literalmente perseguidos pelos donos da loja, quer tivessemos bom ou mau aspecto.

Longe vão os tempos de bocas foleiras às hospedeiras, conversas de pé na coxia e visitas prolongadas à casa-de-banho para um pouco de mile-high sex.

Pilotar um avião continua a ser excitante mas viajar nele, de forma passiva e vulgar, está a acabar com a magia da coisa.
Tirar sapatos, cinto, ser radiografado de forma invasiva e apalpado em sítios dolorosos não vai ajudar em nada.