quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Eu gosto do COCO!


Para resumir a história... O líder do Tonight Show foi durante muitos anos Jay Leno. Há quatro anos os contratos de Leno e de Conan O'Brien (que estava no Late Night logo de seguida na grelha) foram renegociados e lá ficou previsto que Conan iria suceder a Leno na apresentação no Tonight Show. Ora Leno saiu mas logo recebeu um programa em horário nobre que não vingou. A saída airosa da NBC nisto tudo seria mover o programa de Leno para o horário de Conan e este empurrado para o horário do Late Night. Jimmy Fallon ficaria lá para a uma e qualquer coisa.

O problema é que se meteram com o irlandês errado!

Conan O'Brien não pactuou com isto e numa carta aberta disse que assim não continuaria.
Só que isso não bastou e não só colocou o programa à venda no craigslist como tem feito criticas contundentes durante o seu monólogo:


Depois da luta sair dos gabinetes para as câmaras de televisão teria de ir para as ruas e a mobilização dos fans não tardou muito. Organizadas pela página de facebook I'm with COCO surgiram em LA reuniões de apoio a Conan mesmo à porta dos estúdios da NBC. Não digam que a nossa geração não se une a causas...
A loucura tomou novas proporções quando surge um La Bamba Mobile, o Masturbating Bear, Pizzas oferecidas pela produção e o COCO himself a correr ao lado da multidão:



Mais fotos clicando AQUI!

Claro que Conan não ganhou esta batalha porque os burocratas da NBC não iam admitir que um empregado ficasse com um programa só porque fez uma birra monumental. Mas ao menos ao sair que saia em grande. Sair da arena em ombros, ainda que todo partidinho, tem mais piada do que ir dentro do estômago de um leão.
Ou, neste caso, cuspido pelo bico de um pavão...

O cartaz I'm with COCO é da autoria de Mike P. Mitchell.

A fraude Agassi

O livro biográfico "Open" a contar a vida de André Agassi prometia ser revelador mas poucos estariam à espera do tamanho da mentira que foi a carreira de Agassi.
O homem foi obrigado pelo pai a treinar desde criança e odiava o jogo, consumiu droga e até a emblemática cabeleira que usava era postiça. Foi uma vida inteira a mentir.
Lido assim poderá até parecer que estou desiludido com o atleta competente ou o homem simpático que Agassi parece ser. Nada disso. Admiro-o mais agora que conta a sua história do que quando era mais um bom jogador de ténis. Porque todos nós conhecemos casos injustos de pessoas que vivem em mentiras. Empregos, casamentos e famílias inteiras de fachada mantêm as aparências enquanto por dentro o cancro da impotência metastisa toda e qualquer alegria. E esse círculo de infelicidade raramente se fecha perpetuando a miséria por filhos e netos como se a tristeza fosse um tesouro de família.
Esse círculo foi quebrado por Agassi quando conheceu a sua Steffi e dela teve dois filhos. Filhos esses que juraram eles entre si nunca iniciar no ténis...

Podem ler excertos do livro no grande (em tamanho, emoção e conteúdo) artigo do Público...

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Escrita na Areia

Para celebrar o bicentenário da Constituição Espanhola a empresa Zanadesign apresentou um projecto que unia as crianças com o objectivo de escrever a mensagem Cádiz 2012 nas areias da cidade bastando para isso andar dentro de uma roda.
O ayuntamento de miúdos é a prova do brilhantismo da ideia e o facto de a dois anos do evento já este estar a ser falado por todo o mundo mostra como uma simples ideia pode fazer maravilhas pela divulgação de dado acontecimento.

Mais fotos e informação clicando AQUI!

(Gizmodo)

domingo, 17 de janeiro de 2010

Ne quittez pas la courage

Há pouco vi no telejornal uma senhora à espera de ser atendida num daqueles hospitais haitianos e cantava. De mãos na cara a purgar a sua dor com música.
Há ainda mais pouco uma médica dizia que deu pontos numa doente, sem anestesia, e em total assombro explicou que a tal paciente "just sang her pain away, it's incredible".
Um povo assim jamais se extinguirá...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Haiti 7.0

Se puderem, ajudem a AMI através do NIB: 0007 001 500 400 000 00672
Ou no Multibanco, Pagamento de serviços: Entidade 20909 Referência 909 909 909





Imagens fortes no Big Picture em duas galerias (1,2)

Grande tourada

Esclareço já à partida que não fiquei a rogar pragas a Lisboa e à Red Bull por terem levado embora a Air Race. Fiquei extremamente aborrecido mas desejo o melhor a ambos os organismos e ao evento que se propõem organizar.

Posto isto está na hora de arquear as costas a rir e cair para o chão, rebolando efusivamente em gargalhada. Não é que na pressa de assinar e investir dinheiro teórico a Câmara de Lisboa deixou uma clausula em aberto no contrato?
Estes fundos teóricos são aqueles que tomamos por adquiridos e que nos são fulcrais à execução de determinado projecto. Só que lá está, são apenas teóricos e a qualquer altura uma carrinha de valores é desviada, uma apólice de seguro não é válida, a amante foge-nos com a pasta da massa ou, como no caso lisboeta, há uma clausula num contrato em inglês que fica por explicar embora a nossa assinatura esteja lá, vincada na folha de tanto entusiasmo na escrita, a esclarecer que na altura da assinatura estavamos completamente de acordo.

No entanto as mesmas empresas estatais que garantiram a injecção de capital necessária à realização da prova farão o habitual have no fear, the funds are here e vão safar todos os irresponsáveis que levianamente embarcaram no saque deste evento a pensar que estavam a lidar com uma feira popular ou um circo. Isto é a Red Bull senhores, a tal gaja promíscua de que falei, e se eles elaboraram o contrato a prever que o espaço entre Alcântara e Algés é deles podem ter a certeza que não vão elaborar novo contrato porque a Câmara de Lisboa está apertada.

É o habitual em Portugal, fazem-se as coisas em cima da hora, à pressa e à guloso e depois é esperar que todos os outros sejam tão fãs do desenrasque como nós quando metemos os pés pelas mãos.

Mas para melhor entender a burrice generalizada que este processo tem sido é favor ler a notícia do Público, menos apaixonada e mais sucinta do que a minha intervenção, e com uma frase de fecho inacreditável.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Para grandes tempos frios, grandes ritmos quentes

Invierno Porteño de Astor Piazzolla.
Versão orquestrada com dançarinos e tudo:

Versão mais despojada, sem bandoneón nem dançarinos, mas o crescendo feito em cordas e com um piano de encher a sala:

E ainda uma versão de quarteto que toma uma direcção arrojada aos 4 minutos:

O casamento

As pessoas costumam dizer que a fase do namoro é que é... depois casam e a magia vai-se toda. Eu fico por cá a pensar que apenas casaram com a pessoa errada mas se calhar sou eu a ser ingénuo ou a ser mais exigente do que os outros...

Ora com os livros a fase do namoro é boa, sim é, mas não há nada melhor do que o casamento! Geralmente namoramos até ter dinheiro para financiar as alianças e muitas vezes quando o temos já o livro desejado se casou com as 15 mil pessoas da tiragem inicial e temos de esperar pela segunda edição, clonada da primeira, que demorará o equivalente aos ombros encolhidos da sra da editora.

Ora este fim de semana finalmente casei com um dos grandes livros com que venho a namorar desavergonhadamente...Para já só o volume da pintura. O dos esboços fica para novas núpcias.
Só não se ouviram ruídos estranhos vindos do meu quarto na noite de Sábado para Domingo porque os papercuts genitais são uma coisa que me preocupa...

Até dia 28 passem pela Festa do Livro na Fundação Cupertino de Miranda, ali já quase a chegar à Foz, com o Parque da Cidade mesmo ao lado e tudo.
Bons livros a preços interessantes.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

359 graus


Fico extremamente contente com o facto de finalmente todos serem livres de casar com quem querem. Nenhuma sociedade consciente pode dormir descansada enquanto uma maioria oprime uma minoria na negação a um direito básico como o é o do casamento.
Fico extremamente triste com o facto de se ter negado o direito à adopção de crianças. É como que dar um salto para trás depois de se ter dado um passo em frente.
É dar uma volta e ficar quase no mesmo sítio.
Nenhuma sociedade consciente pode dormir descansada enquanto se nega a alguém o direito de educar uma criança que espera e necessita desesperadamente de um lar onde haja amor e carinho.

Que bem que eu estava aqui


A atravessar lentamente Inglaterra de jipe em suaves prestações de 8 horas parando para a ocasional soneca e o obrigatório chá das 5.
Portugal era muito mais divertido se conseguisse transformar o frio em neve. Assim como estamos ficamos só frios e rabugentos com uma brisa gelada inútil...

(Boing Boing)

Nicholas Cage no lugar de toda a gente

O versátil actor Nicholas Cage é capaz de encarnar qualquer personagem, verdadeira ou ficcional, se assim o entender.
A prova?
O blog Nic Cage as Everyone que coloca a cara do actor em todas as cabeças que se consegue imaginar...



quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

A (má) sorte dos audazes

O Dakar teve nestes dois dias a demonstração da sua frieza e injustiça.
Ontem caiu David Casteu que levava "às costas" a sua Sherco na qual trabalhou durante todo o ano.
Hoje caiu o português Paulo Gonçalves e partiu a clavícula. Estava a arriscar bastante e vinha ganhando lugares nos últimos dias mas infelizmente amanhã não parte.
Quem também não parte amanhã é o pior caso dos três. Luca Manca está em estado grave depois de fazer uma lesão cerebral numa queda aparatosa. Ainda ontem este mesmo rapaz trocou o seu pneu traseiro saudável pelo pneu furado do seu chefe de fila que estava a perder tempo precioso. Nessa mesma entrevista o humilde Manca dizia que ainda ia correr muitos Dakars portanto tem de aproveitar este primeiro para se divertir, aprender e ajudar os seus companheiros de equipa melhor qualificados.

As melhoras a todos, com especial envio de força e solidariedade a Luca Manca, sua familia e amigos. Aos heróis ainda em competição desejo muita coragem para os 600kms que amanhã terão de percorrer!

Podem visitar o site da prova AQUI e seguir a etapa em live tracking AQUI!