sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Caminhos do desejo

Duvido que este seja o nome destes "acidentes" no dicionário da arquitectura paisagista em português mas proponho que seja adoptado porque soa bem.

Já Sun Tzu escreveu na sua obra maior "A Arte da Guerra" que conquistariam terreno usando os caminhos existentes ou, caso não os houvesse, faziam os seus próprios!

Nos jardins citadinos, por mais que se tracem caminhos convenientes para que as pessoas circulem, há sempre aqueles que são rasgados pela continua utilização das pessoas e que contrariam toda a lógica usada pelos doutos arquitectos que insistem em não compreender que a lógica usada pelas pessoas é: Uma linha recta é SEMPRE o caminho mais rápido e curto para se chegar de um ponto a outro.

Ora isto é de uma má educação enorme e por isso me recuso a utilizar estes caminhos! Ou pelo menos a sua maioria...

É que, por exemplo, no jardim da entrada do palácio de cristal os preguiçosos portuenses criaram três caminhos destes para chegar mais rápido à biblioteca Almeida Garrett! Todas estas pessoas julgam perceber mais de paisagismo que o paisagista alemão Emílio David que nos criou aquele céu na terra!

Estes "caminhos do desejo" acabam por ser manifestações humanas curiosas e que devem ser analisadas para melhor compreender o fluir do tráfego pedonal.

Ontem estava um post sobre este assunto no Presurfer, podem visitar o link lá colocado AQUI, hoje fui à procura de mais informações e encontrei uma galeria com mais exemplos no Flickr dedicada a este tema.
Podem visitar essa galeria clicando AQUI!

2 comentários:

elisabete disse...

É por estas e por outras que na China ou Japão, antes de fazerem a calçada dos caminhos dos jardins, deixam-nos estar todos relvados e as pessoas vao criando os proprios caminhos do jardim, que depois de bem delimiados vão ver devidamente "calcetados"

NM disse...

Olha isso não sabia!

As coisas que aprendo contigo! ;)